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Editoras buscam modelo de negócios com avanço do livro digital Imprimir
Por José Humberto Cruvinel   
15 de outubro de 2009

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Editoras do mundo todo irão se reunir em Frankfurt nesta semana, em meio a um ambiente de mudanças no mercado editorial que preocupa o setor há anos e para as quais poucos estão preparados. Aparelhos de leitura como o Kindle, da Amazon.com, devem atingir o mercado de massa em breve, começando pela alta nas vendas prevista para o Natal, junto com os preços mais baixos, o aumento na confiança do consumidor e a melhor disponibilidade do aparelho fora dos Estados Unidos.

Como já aconteceu com as indústrias musical e de jornais, o mercado editorial enfrenta hoje uma forte queda na receita com a venda de seus produtos físicos, entre CDs e livros, perdendo espaço para uma distribuição digital mais barata ou de graça. "Enquanto isso, as editoras se distraem com reclamações sobre os preços de livros digitais, segurando o lançamento dos mesmos para que não afetem as vendas de livros físicos, enquanto assistem conformadas a ruína de seus negócios", disse a analista do centro de estudos em tecnologia Forrester, Sarah Rotman Epps, em relatório.

A Forrester estima que três milhões de aparelhos de leitura, ou "e-readers", serão vendidos nos EUA este ano, e o dobro disso, no ano que vem, totalizando dez milhões vendidos até o final de 2010 - excluindo outros tipos de telas digitais, como celulares.

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